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Identidade

A Força do Bem

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IDENTIDADE

O que nos define? Quais palavras expressam melhor quem nós somos? Como responder àquela impiedosa pergunta – Quem é você?

Posso afirmar sem medo que 2008 foi um dos anos mais desafiadores da minha vida. No meio do ano tudo simplesmente mudou numa velocidade assustadora. Nossa casa ficou para trás, os móveis que adquirimos em quase doze anos de casamento simplesmente desapareceram (já não são nossos), o país querido virou saudosa lembrança, as pessoas que por sete anos e meio aprendemos a amar já não estão próximas, e nossos pais que já estavam longe, ficaram mais longe ainda... Tudo ficou pra trás.

Mudanças são boas, mas cobram um preço muito mais caro que as passagens de avião ou taxas das transportadoras – O preço da identidade! Em uma mudança, após um primeiro momento de deslumbramento, tudo o que resta é a afirmação ou não, de sua identidade. Sempre existe a opção de buscar definições de si mesmo naquilo que se tem ou no meio em que se vive, como o mimetismo praticado por alguns animais que mudam suas cores para se confundirem e assim se misturarem com o seu habitat. Os seres humanos podem mudar cores e hábitos, mas isso não os define. Insistir nisso revela uma atitude muito fútil. Aceitar a tentação de achar a sua identidade nas coisas, amigos ou status social, só acrescenta à vida frustração e crise, e como resultado final, um profundo sentimento de confusão.

Uma torre segura nesse tempo tem sido o Salmo 16, onde Davi afirma: “Tu és o meu Senhor, não tenho bem nenhum além de ti” e ainda no versículo 5 “Senhor, tu és a minha porção e o cálice”. O salmista, embora fosse um monarca cercado pelo poder e majestade do seu reino, entendia que nada que julgasse ter, nem títulos que aparentemente possuísse, ou mesmo seu próprio fôlego de vida, nada, absolutamente nada, era propriamente seu. A única posse real, a única verdade duradoura, sua maior certeza, era que ele tinha o Senhor como herança (lucro ou ganho final), a parte que lhe cabia, a fatia do bolo que lhe dizia respeito. Em ultima instância, ele podia gritar: O Senhor é tudo que tenho!

Fica muito fácil entender porque Paulo, na Carta aos Efésios ora para que os crentes tenham os olhos iluminados para perceberem riquezas da glória da sua herança (1.18). A sábia diferenciação entre aquilo que aparentemente tenho, e aquilo que realmente possuo como herança, traz sentido à vida. Por isso, quando procuro descobrir o meu valor ou mesmo fortalecer minha auto-estima, não posso buscar significado ou definições em coisas ou relacionamentos, que infelizmente podem ser passageiros. Escolho concordar com a afirmação de Francisco de Assis na Carta aos governantes: “O que você é à vista dele, é o que você é, e nada mais”. Então, eu olho para Ele e descubro quem sou (Sl 34.5).

Minha identidade não vem das coisas que possuo, da igreja que pastoreio ou mesmo do país em que vivo. Sou como uma simples luva preenchida por uma mão perfeita e habilidosa. Diariamente sinto-me desafiado a ser espelho, reflexo e canal daquele que me possui. Sou apenas aquilo que Ele determina e faz em mim. Sou como o grosseiro barro, sem valor ou brilho, carinhosamente moldado por suas mãos. Sou o amado incondicional e teimosamente entalhado pelo escultor que insiste em não desistir de mim, apesar de mim.

Sou porque Ele é.

Talles Araújo

Seguidor do Nazareno. Aprendiz de servo.

 

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A Força do Bem

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”
Rm 12.21

Tenho a impressão que uma das mais fortes tendências do ser humano é desejar vingança. Se a palavra vingança lhe parece muito forte então, deixe-me falar dos sinônimos mais usados para maquiá-la: castigo, disciplina, justiça, pagamento... Muitas vezes o nosso senso natural de justiça deseja (ainda que inconscientemente) que as pessoas que nos prejudicaram sofram bastante pelo que nos fizeram. Mas esta é a forma de pensar de um cristão? Podemos dar vazão a esses sentimentos?

Apesar da tentação natural de desenvolvermos esses sentimentos, vejo nas escrituras que ceder a esta forma de pensar, só traz tristeza e dor. Desejar o mal significa ser conivente e participante da natureza da maldade. A Bíblia nos exorta a vencer a tentação de desejar o mal, da única forma possível - praticando o bem! Quero te dar duas sugestões de como fazer isso:

Minha primeira sugestão é que você deve encher a sua mente de pensamentos coerentes com a mente de Cristo. A vitória começa na mente, pois se seus pensamentos forem maus, não adianta possuir ações aparentemente boas. O oposto também é revelador. Se nossas mentes estiverem cheias de bons pensamentos, então será mais fácil agir de forma certa. Uma mente em contato constante com a Palavra sempre saberá como desprezar o que é ruim e sustentar o que é saudável - “nós porém temos a mente de Cristo”(I Co 2.16)

A segunda sugestão é: não perca oportunidades de fazer o bem. Paulo nos exorta: “e não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos”(Gl 6.9). A melhor resposta a todo tipo de maldade é a bondade graciosa de um cristão, que como o sândalo, insiste em perfumar o machado que o corta. Ser bom não significa ser capacho ou tolo, mas sim saber entregar-se Àquele que julga retamente (I Pe 2.23), e prosseguir no seu caminho abençoando até aqueles que resolveram ser inimigos. O resultado sempre será de alegria e contentamento.

Meus irmãos, em dias maus como os nossos (Ef 5.16), penso que uma boa forma de mostrar Jesus para o mundo perdido, é manifestar uma bondade cheia da graça, graça esta, que o presente século não conhece, e assim mostrar o verdadeiro Deus.

No amor de Cristo,

Pr. Talles Araújo

Seguidor do Nazareno. Aprendiz de servo.

 

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